15 de julho de 1991. Nesta segunda-feira estreava a novela VAMP que se tornaria um verdadeiro clássico trash da teledramaturgia brasileira. Quem não desejou ser namorado da Natasha ou ser a própria cantora vamp? Quem não deu boas gargalhadas com a escandalosa Mary e seu pateta marido Matoso? É ruim da cabeça ou tem um péssimo humor.
Quando vemos a reprise da novela hoje, depois de 20 anos, VAMP nem é tão maravilhosa assim. Seu texto tem efeitos dramatúrgicos frouxos, muitas "barrigas", quedas vertiginosas de ritmo deixando uma impressão de que poderíamos transformar 179 capítulos em 50. Então, grande parte do sucesso da novela deve ser creditado realmente à atuação de alguns atores que brincavam em cena e também à direção de Jorge Fernando. Aliás, a novela tem a cara do diretor, incluindo o final de cada capítulo que lembra uma comic story.
Mas novela das sete tinha dessas coisas mesmo. Feita para divertir, relaxar, sem muita preocupação com a lógica. É só lembrar que Marcos Frota em outra novela foi um super-herói de capa e tudo. É muito bom, de todo modo, ver como Cláudia Ohana estava linda, como Joana Fomm vai relaxando e perdendo seu ar de Perpétua (Tieta, 1989) e daqui a alguns capítulos começar a torcer e rir ao mesmo tempo com a luta do bem contra o mal.
20 anos se passaram e nos deixam uma lição. Se nem tudo da nossa infância, visto hoje é tão bom, talvez seja bom para nossa sanidade mental, relaxarmos e deixarmos a coisa fluir. A função de VAMP é só essa mesmo: divertir.
Feliz Aniversário vampmaníacos!
Por Jean Cândido Brasileiro



